Dicas Cidália Cabeleireiros

12 Outubro 2026

Protetor solar capilar. Precisa mesmo ou é marketing?

Protetor solar capilar. Precisa mesmo ou é marketing?
Artigo Revisto & Assinado por
Fátima Calheiros
Salão Colombo•27 anos de experiência profissional
Leitura de ~ 665 palavras

O cabelo não queima como a pele, mas a radiação ultravioleta degrada a queratina e oxida o pigmento, o que deixa o cabelo áspero, sem brilho e com a cor alterada. Um protetor capilar cria uma barreira e reduz esse dano. É especialmente relevante em cabelo com coloração, descoloração ou fino.

O que o sol faz ao cabelo

A radiação ultravioleta quebra ligações da queratina, que é a proteína estrutural do cabelo. O resultado é uma fibra mais frágil, mais porosa e que parte com facilidade.

Ao mesmo tempo oxida o pigmento, natural ou artificial. É por isso que o cabelo aclara ao sol, e é também por isso que uma coloração feita em junho parece outra coisa em setembro.

O couro cabeludo, esse, queima mesmo. A risca é uma das zonas mais esquecidas em protetor solar e uma das que mais queima.

Para quem é mais importante

Cabelo com coloração ou com madeixas, porque o pigmento artificial oxida mais depressa do que o natural e o investimento na cor perde-se.

Cabelo descolorado, que já tem a cutícula aberta e absorve o dano com muito mais facilidade.

Cabelo fino ou com pouca densidade, onde o couro cabeludo fica mais exposto.

E cabelo já danificado, que não tem margem para mais agressão.

Como se usa, na prática

Aplique antes da exposição, com o cabelo seco ou húmido consoante o produto indicar, e distribua bem pelo comprimento e pontas.

Reaplique depois de cada mergulho. Tal como no protetor de pele, a água leva parte do produto.

E não se esqueça da risca do couro cabeludo, onde um protetor solar corporal em spray ou um chapéu resolvem melhor do que um produto capilar.

O que mais protege não custa nada

Molhar o cabelo com água doce antes de entrar no mar ou na piscina. Um cabelo já saturado de água doce absorve muito menos sal e cloro.

Enxaguar com água doce à saída, sempre, mesmo que não lave.

E prender o cabelo ou usar chapéu nas horas de maior radiação. É o mais eficaz de tudo e o menos usado.

Rotina de proteção

MomentoO que fazer
Antes de sairAplicar protetor capilar em todo o comprimento
Antes de entrar na águaMolhar o cabelo com água doce
Durante o diaReaplicar após cada mergulho
Horas de maior solChapéu ou cabelo preso, sobretudo na risca
À saída da águaEnxaguar com água doce, sempre
Ao fim do diaLavar e aplicar máscara de nutrição

O que usamos no salão

O que recomendamos para atravessar o verão sem perder o cabelo em setembro.

  • Cabelos expostos ao sol: Linha completa de proteção e reparação para o verão.
  • Solar: Proteção solar, incluindo para a risca do couro cabeludo.
  • Máscaras: Nutrição ao fim do dia, que é quando o dano se compensa.
  • Travel size: Formatos de viagem para levar na mala de praia.

Perguntas frequentes

O cabelo pode queimar com o sol?
O cabelo não queima como a pele porque não tem células vivas, mas a radiação degrada a queratina e oxida o pigmento. O couro cabeludo, esse, queima mesmo, sobretudo na risca.
Protetor solar capilar tem FPS?
Os produtos capilares usam filtros ultravioleta, mas não se classificam com FPS como os produtos de pele, porque o método de medição é diferente. Isso não significa que não protejam.
Óleo de coco protege do sol?
Não. Dá brilho e alguma maciez, mas não tem capacidade de filtro significativa. Confiar num óleo vegetal como proteção solar é uma das ideias mais difundidas e menos corretas.
O cabelo pintado desbota mais ao sol?
Bastante mais. O pigmento artificial é mais vulnerável à oxidação do que o natural, e loiros e vermelhos são os que mais sofrem.
Chapéu chega?
Ajuda muito e é a melhor proteção para o couro cabeludo, mas não cobre o comprimento que fica solto. O ideal é combinar.

Antes das férias, passe por um dos nossos salões. Preparamos o cabelo para o verão e evitamos o trabalho de recuperação em setembro.

Deixe o seu comentário sobre este artigo

O formulário foi submetido com sucesso.
Campo de preenchimento obrigatório.
Campo de email inválido
Campo com limite máximo de caracteres
Este campo não coincide com o anterior
Campo com limite mínimo de caracteres
Ocorreu um erro na submissão, por favor reveja o formulário.

* Campos de preenchimento obrigatório.